Terça-feira, Março 29, 2005
uma palavra limpa
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Segunda-feira, Março 28, 2005
white lace and promises [and i realy do]
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na verdade eu tinha postado a foto e a foto só falava por si só. certas acontecimentos justificam o p.s.:
eu não
não vou me infantilizar
me recuso a rivalizar
não vou fazer parte de jogos
não vou fingir
não vou fazer de conta
eu não vou bancar uma personalidade
que não confere com a realidade
eu não
eu não vou vender minha originalidade
toda a questão da autenticidade
eu não
eu não
não vou me render a falsos sentimentos
não vou fazer concessões
esses errados julgamentos
eu não
quem te trouxe fui eu
esqueceu?
quem te fez fui eu
esqueceu?
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as coisas existem mas "as coisas não precisam de você / quem disse que alguém tinha que precisar"
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intriguinhas, mentirinhas, falsidade, excessos... tô noutras. meu tempo eu gasto trabalhando, carregando mendigo nas costas, e doando sangue, fazendo com a direita o que a esquerda nunca vai ouvir falar [sim, "madreteresismo", que seja - é da minha conta].
quem tem tempo pra julgar as pessoas e ser ignorante, me selecione: me deixe de lado, mas me deixe longe. pois fazer de conta que é hiper super ultra gente boa não cola mais - se é que já funcionou. falsidade pra mim, não. vá com quem acredita. eu não compro... [vê se eu vou grilar com gente que vive de fazer "críticas" veladas pra alfinetar os outros... economize: pra mim, gente que "alfineta" é gente sem caráter e que acha que tá podendo alguma coisa... humildade não é defeito. aprendeu? não? vá ler. e rezar. muito.]
é como minha avó dizia: se tem algo a dizer, diga pra mim. bom? ruim? de mim? a quem interessa? pois é...
thanx.
PAZ : ) [de repente, em maiúsculas, vão enxergar]
sobre o primeiro comment feito pra esse post
Sexta-feira, Março 25, 2005
b-day
PARABÉNS PRA VOCÊ...
ele agüenta os apelidos que eu invento.
ele me dá apoio quando preciso [e quando não preciso].
ele me aconselha.
ele me escuta.
ele vai ao cinema comigo e comenta os filmes.
ele conversa comigo no carro por horas.
ele me ajuda nas horas em que tudo parece estar impossível.
ele me atura nas horas em que eu estou impossível.
ele é meu melhor amigo.
não... nem é o bezi...
fred ! ! ! ! ! feliz aniversário, "brôw" :p
Quarta-feira, Março 23, 2005
was the son of the preacher man
chega a páscoa. e mais uma vez, tudo "de novo" [??]: os ovos, os preços, a correria, a pessoal viajando, esticando o "feriado". e mais uma vez, mais uma coisa pra se ler sobre como tudo isso não faz sentido, ou como o sentido verdadeiro se encontra perdido.
contrapondo-se a uma das mais raras virtudes de um ser humano [a capacidade de não se tornar superficial com o passar dos anos - como isso é MUITO raro, poutz!], a tal páscoa é tudo... parece ser... menos renascimento. ou pelo menos não se vê por ai as pessoas mudadas, ou mesmo agindo de maneira menos imbecil.
de março a março: gente confundindo o significado de palavras básicas como solidariedade, caridade, bondade... e o mundo se tornou mesmo um palco. e o que vale agora é o exagero, ser exagerado. lindo... preferia mesmo quando as pessoas se contentavam em ser exclusivas por serem, de um modo bom, "extravagantes". toda uma diferença de "isso quer dizer isso, e não aquilo".
os defeitos... e os defeitos... renascer sem os defeitos antigos, carregados de ano a ano nas costas, que nem "casinha" de caracol... só aumento, só ganhando corpo... e a gente se tornando expert em dizer "eu sei dos meus defeitos, tenho muitos, ninguém precisa me dizer". realmente... ninguém carece, ninguém também é obrigado ["avisação" funciona... mas... deixa pra lá - todos temos]. o que intriga é assistir a essa bizarra capacidade de saber que se possui algo de ruim e não tratar de se desfazer logo dessa praga... é por ser algo conveniente? convém não ter caráter, então assim seja? espero estar bem morto no dia em que isso atingir um status ainda mais "digno". algo tipo "minto, mas tudo ok: é pra meu próprio bem"... o horror.
eu não espero. MAS eu não espero. foi-se a época em que, no domingo de páscoa eu acordava, após mal dormir, e ia procurar o tal ovo escondido pela casa. um dos dias mais esperados do ano.
por não gostar das coisas como são, minha páscoa é em julho. por não aceitar as coisas como elas vêm, não espero mesmo. o ovo não vem sem que eu gaste do meu. foi-se a época, eu disse. mas quer saber? renascer com menos pendências, tentando achar um caminho melhor [e não "o mais fácil, o mais bacana"], tem sido gratificante.
o caráter vai pagar.
feliz páscoa [sem aspas] pra quem vive [de] páscoa. bom feriado.
Segunda-feira, Março 21, 2005
houston
"... i believe that children are our future
teach 'em well and let 'em lit the way..."
yeap.. give 'em a sense... a pride...
Quinta-feira, Março 17, 2005
60 anos
"Nesta quinta, 17 de março, Elis Regina completaria 60 anos. A cantora gaúcha, morta em 1982, aos 36 anos, marcou a história da música popular brasileira como uma de suas mais importantes intérpretes.
Herdeira moderna das cantoras de rádio, em carisma e popularidade, Elis destacava-se das outras cantoras de sua geração por sua técnica vocal apuradíssima*, que punha a serviço de uma interpretação cheia de arroubos.
Nos últimos anos de sua carreira, Elis intensificou a carga dramática de suas interpretações, e chegava mesmo a chorar durante shows. Sua interpretação de "Atrás da Porta", de Chico Buarque e Francis Hime, em que cantava às lágrimas, ficou registrada em um especial de TV.
Personalidade de extremos, em outros momentos, a cantora era capaz de uma alegria esfuziante, como em sua interpretação do samba "Mestre Sala dos Mares", de João Bosco e Aldir Blanc, dupla responsável por um dos maiores sucessos de Elis, "O Bêbado e A Equilibrista", de 79.
Sua carreira ganhou projeção nacional, quando, em 1965, Elis venceu o 1º Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior com a música "Arrastão", e, a partir daí, se tornou uma figura indispensável em programas musicais e encabeçou, ao lado de Jair Rodrigues, o espetáculo "O Fino da Bossa", na TV Record.
Apesar do estilo cool e sussurrado do canto da bossa nova estar em voga na época, Elis preferia um tipo de interpretação mais "expressionista". Em suas apresentações, a cantora marcava o ritmo e passagens das músicas com movimentos de braço que se tornaram uma marca registrada de sua presença em cena e lhe renderam o apelido de "Hélice Regina". Por causa de seu temperamento enérgico, a cantora ganhou ainda os apelidos de "Furacão" e "Pimentinha".
Um dos discos mais importantes de Elis Regina, "Tom e Elis", em que ela canta acompanhada pelo compositor Tom Jobim, um de seus admiradores declarados, foi gravado em 1974, nos Estados Unidos.
No dia 19 de janeiro de 1982, Elis Regina foi encontrada morta, em São Paulo, vítima de uma overdose de cocaína. Um cortejo de cerca de 50 mil fãs e amigos da cantora acompanhou o carro do corpo de bombeiros que levou o corpo de Elis do Teatro Bandeirantes, região central de São Paulo, onde fora velado, até o Cemitério do Morumbi."
hoje, às 23:30: mpb especial elis regina . tv cultura.
Quarta-feira, Março 16, 2005
o ovo e a galinha
clarice lispector
De manhã na cozinha sobre a mesa vejo o ovo.
Olho o ovo com um só olhar. Imediatamente percebo que não se pode estar vendo um ovo. Ver o ovo nunca se mantêm no presente: mal vejo um ovo e já se torna ter visto o ovo há três milênios. ¿ No próprio instante de se ver o ovo ele é a lembrança de um ovo. ¿ Só vê o ovo quem já o tiver visto. ¿ Ao ver o ovo é tarde demais: ovo visto, ovo perdido. ¿ Ver o ovo é a promessa de um dia chegar a ver o ovo. ¿ Olhar curto e indivisível; se é que há pensamento; não há; há o ovo. ¿ Olhar é o necessário instrumento que, depois de usado, jogarei fora. Ficarei com o ovo. ¿ O ovo não tem um si-mesmo. Individualmente ele não existe.
Ver o ovo é impossível: o ovo é supervisível como há sons supersônicos. Ninguém é capaz de ver o ovo. O cão vê o ovo? Só as máquinas vêem o ovo. O guindaste vê o ovo. ¿ Quando eu era antiga um ovo pousou no meu ombro. ¿ O amor pelo ovo também não se sente. O amor pelo ovo é supersensível. A gente não sabe que ama o ovo. ¿ Quando eu era antiga fui depositária do ovo e caminhei de leve para não entornar o silêncio do ovo. Quando morri, tiraram de mim o ovo com cuidado. Ainda estava vivo. ¿ Só quem visse o mundo veria o ovo. Como o mundo o ovo é óbvio.
O ovo não existe mais. Como a luz de uma estrela já morta, o ovo propriamente dito não existe mais. ¿ Você é perfeito, ovo. Você é branco. ¿ A você dedico o começo. A você dedico a primeira vez.
Ao ovo dedico a nação chinesa.
O ovo é uma coisa suspensa. Nunca pousou. Quando pousa, não foi ele quem pousou. Foi uma coisa que ficou embaixo do ovo. ¿ Olho o ovo na cozinha com atenção superficial para não quebrá-lo. Tomo o maior cuidado de não entendê-lo. Sendo impossível entendê-lo, sei que se eu o entender é porque estou errando. Entender é a prova do erro. Entendê-lo não é o modo de vê-lo. ¿ Jamais pensar no ovo é um modo de tê-lo visto. ¿ Será que sei do ovo? É quase certo que sei. Assim: existo, logo sei. ¿ O que eu não sei do ovo é o que realmente importa. O que eu não sei do ovo me dá o ovo propriamente dito. ¿ A Lua é habitada por ovos.
O ovo é uma exteriorização. Ter uma casca é dar-se.- O ovo desnuda a cozinha. Faz da mesa um plano inclinado. O ovo expõe. ¿ Quem se aprofunda num ovo, quem vê mais do que a superfície do ovo, está querendo outra coisa: está com fome.
O ovo é a alma da galinha. A galinha desajeitada. O ovo certo. A galinha assustada. O ovo certo. Como um projétil parado. Pois ovo é ovo no espaço. Ovo sobre azul. ¿ Eu te amo, ovo. Eu te amo como uma coisa nem sequer sabe que ama outra coisa. ¿ Não toco nele. A aura de meus dedos é que vê o ovo. Não toco nele ¿ Mas dedicar-me à visão do ovo seria morrer para a vida mundana, e eu preciso da gema e da clara. ¿ O ovo me vê. O ovo me idealiza? O ovo me medita? Não, o ovo apenas me vê. É isento da compreensão que fere. ¿ O ovo nunca lutou. Ele é um dom. ¿ O ovo é invisível a olho nu. De ovo a ovo chega-se a Deus, que é invisível a olho nu. ¿ O ovo terá sido talvez um triângulo que tanto rolou no espaço que foi se ovalando. ¿ O ovo é basicamente um jarro? Terá sido o primeiro jarro moldado pelos etruscos ? Não. O ovo é originário da Macedônia. Lá foi calculado, fruto da mais penosa espontaneidade. Nas areias da Macedônia um homem com uma vara na mão desenhou-o E depois apagou-o com o pé nu.
O ovo é coisa que precisa tomar cuidado. Por isso a galinha é o disfarce do ovo. Para que o ovo atravesse os tempos a galinha existe. Mãe é para isso. ¿ O ovo vive foragido por estar sempre adiantado demais para a sua época. ¿ O ovo por enquanto será sempre revolucionário. ¿ Ele vive dentro da galinha para que não o chamem de branco. O ovo é branco mesmo. Mas não pode ser chamado de branco. Não porque isso faça mal a ele, mas as pessoas que chamam ovo de branco, essas pessoas morrem para a vida. Chamar de branco aquilo que é barco pode destruir a humanidade. Uma vez um homem foi acusado de ser o que ele era, e foi chamado de Aquele Homem. Não tinham mentido: Ele era. Mas até hoje ainda não nos recuperamos, uns após outros. A lei geral para continuarmos vivos: pode-se dizer ¿um rosto bonito¿, mas quem disser ¿O rosto¿, morre; por ter esgotado o assunto.
Com o tempo, o ovo se tornou um ovo de galinha. Não o é. Mas, adotado, usa-lhe o sobrenome. ¿ Deve-se dizer ¿o ovo da galinha¿. Se eu disser apenas ¿o ovo¿, esgota-se o assunto, e o mundo fica nu. ¿ Em relação ao ovo, o perigo é que se descubra o que se poderia chamar de beleza, isto é, sua veracidade. A veracidade do ovo não é verossímil. Se descobrirem, podem querer obrigá-lo a se tornar retangular. O perigo não é para o ovo, ele não se tornaria retangular. (Nossa garantia é que ela não pode: não pode é a grande força do ovo: sua grandiosidade vem da grandeza de não poder, que se irradia como um não querer.) Mas quem lutasse por torná-lo retangular estaria perdendo a própria vida. O ovo nos expõe, portanto, em perigo. Nossa vantagem é que o ovo é invisível. E quanto aos iniciados, os iniciados disfarçam o ovo.
Quanto ao corpo da galinha, o corpo da galinha é a maior prova de que o ovo não existe. Basta olhar para a galinha para se tornar óbvio que o ovo é impossível de existir.
E a galinha? O ovo é o grande sacrifício da galinha. O ovo é a cruz que a galinha carrega na vida. O ovo é o sonho inatingível da galinha. A galinha ama o ovo. Ela não sabe que existe o ovo. Se soubesse que tem em si mesma o ovo, perderia o estado de galinha. Ser galinha é a sobrevivência da galinha. Sobreviver é a salvação. Pois parece que viver não existe. Viver leva a morte . Então o que a galinha faz é estar permanentemente sobrevivendo. Sobreviver chama-se manter luta contra a vida que é mortal. Ser galinha é isso. A galinha tem o ar constrangido.
É necessário que a galinha não saiba que tem um ovo. Senão ela se salvaria como galinha, o que também não é garantido, mas perderia o ovo. Então ela não sabe. Para que o ovo use a galinha é que a galinha existe. Ela era só para se cumprir, mas gostou. O desarvoramento da galinha vem disso: gostar não fazia parte de nascer. Gostar de estar vivo dói. ¿ Quanto a quem veio antes, foi o ovo que achou a galinha. A galinha não foi sequer chamada. A galinha é diretamente uma escolhida. ¿ A galinha vive como em sonho. Não tem senso de realidade. Todo o susto da galinha é porque estão sempre interrompendo o seu devaneio. A galinha é um grande sono. ¿ A galinha sofre de um mal desconhecido. O mal desconhecido é o ovo. ¿ Ela não sabe se explicar: ¿sei que o erra está em mim mesma¿, ela chama de erro a vida, ¿não sei mais o que sinto¿, etc.
¿Etc., etc., etc.,¿ é o que cacareja o dia inteiro a galinha. A galinha tem muita vida interior. Para falar a verdade a galinha só tem mesmo é vida interior. A nossa visão de sua vida interior é o que chamamos de ¿galinha¿. A vida interior na galinha consiste em agir como se entendesse. Qualquer ameaça e ela grita em escândalo feito uma doida. Tudo isso para que o ovo não se quebre dentro dela. Ovo que se quebra dentro de galinha é como sangue.
A galinha olha o horizonte. Como se da linha do horizonte é que viesse vindo um ovo. Fora de ser um meio de transporte para o ovo, a galinha é tonta, desocupada e míope. Como poderia a galinha se entender se ela é a contradição de um ovo? O ovo ainda é o mesmo que se originou na Macedônia. A galinha é sempre tragédia mais moderna. Está sempre inutilmente a par. E continua sendo redesenhada. Ainda não se achou a forma mais adequada para uma galinha. Enquanto meu vizinho atende ao telefone ele redesenha com lápis distraído a galinha. Mas para a galinha não há jeito: está na sua condição não servir a si própria. Sendo, porém, o seu destino mais importante que ela, e sendo o seu destino o ovo, a sua vida pessoal não nos interessa.
Dentro de si a galinha não reconhece o ovo, mas fora de si também não o reconhece. Quando a galinha vê o ovo pensa que está lidando com uma coisa impossível. É com o coração batendo , com o coração batendo tanto, ela não o reconhece.
De repente olho o ovo na cozinha e vejo nele a comida. Não o reconheço, e meu coração bate. A metamorfose está se fazendo e mim: começo a não poder mais enxergar o ovo. Fora de cada ovo particular, fora de cada ovo que se come, o ovo não existe. Já não consigo mais crer num ovo. Estou cada vez mais sem força de acreditar, estou morrendo, adeus, olhei demais um ovo e ele me foi adormecendo.
A galinha não queria sacrificar a sua vida. A que optou por querer ser ¿feliz¿. A que não percebia que, se passasse a vida desenhando dentro de si como numa iluminura o ovo, ela estaria servindo. A que não sabia perder-se a si mesma. A que pensou que tinha penas de galinha para se cobrir por possuir pele preciosa, sem entender que as penas eram exclusivamente para suavizar, a travessia ao carregar o ovo, porque o sofrimento intenso poderia prejudicar o ovo. A que pensou que o prazer lhe era um
Dom, sem perceber que era para que ela se distraísse totalmente enquanto o ovo se faria. A que não sabia que ¿eu¿ é apenas uma das palavras que se desenham enquanto se atende ao telefone, mera tentativa de buscar forma mais adequada. A que pensou que ¿eu¿ significa ter um si-mesmo. As galinhas prejudiciais ao ovo são aquelas que são um ¿eu¿ sem trégua. Nelas o ¿eu¿ é tão constante que elas já não podem mais pronunciar a palavra ¿ovo¿. Mas, quem sabe, era disso mesmo que o ovo precisava. Pois se elas não estivessem tão distraídas, se prestassem atenção à grande vida que se faz dentro delas, atrapalhariam o ovo.
Comecei a falar da galinha e há muito já não estou falando mais da galinha. Mas ainda estou falando do ovo.
E eis que não entendo o ovo. Só entendo o ovo quebrado: quebro-o na frigideira. É deste modo indireto que me ofereço à existência do ovo: meu sacrifício é reduzir-me à minha própria vida pessoal. Fiz do meu prazer e da minha dor o meu destino disfarçado. E ter apenas a própria vida é, para quem viu o ovo, um sacrifício. Como aqueles que, no convento, varrem o chão e lavam a roupa, servindo sem a glória de função maior, meu trabalho é o de viver os meus prazeres e as minhas dores. É necessário que eu tenha a modéstia de viver.
Pego mais um ovo na cozinha, quebro-lhe a casca e forma. E a partir deste instante exato nunca existiu um ovo. É absolutamente indispensável que eu seja uma ocupada e uma distraída. Sou indispensavelmente um dos que renegam. Faço parte da maçonaria dos que viram uma vez o ovo e o renegam como forma de protegê-lo. Somos os que se abstêm de destruir, e nisso se consomem. Nós, agentes disfarçados e distribuídos pelas funções menos reveladoras, nós às vezes nos reconhecemos. A um certo modo de olhar, a um jeito de dar a mão, nós nos reconhecemos e a isto chamamos de amor. E então não é necessário o disfarce: embora não se fale, também não se mente, embora não se diga a verdade, também não é necessário dissimular. Amor é quando é concedido participar um pouco mais. Poucos querem o amor, porque o amor é a grande desilusão de tudo o mais. E poucos suportam perder todas as outras ilusões. Há os que voluntariam para o amor, pensando que o amor enriquecerá a vida pessoal. É o contrário: amor é finalmente a pobreza. Amor é não Ter. Inclusive amor é a desilusão do que se pensava que era amor. E não é prêmio, por isso não envaidece, amor não é prêmio, é uma condição concedida exclusivamente para aqueles que ,sem ele, corromperiam o ovo com a dor pessoal. Isso não faz do amor uma exceção honrosa; ele é exatamente concedido aos maus agentes, àqueles que atrapalhariam tudo se não lhes fosse permitido adivinhar vagamente.
A todos os agentes são dadas muitas vantagens para que o ovo se faça. Não é o caso de se Ter inveja pois, inclusive algumas das condições, piores do que as dos outros, são apenas as condições ideais para o ovo. Quanto ao prazer dos agentes, eles também o recebem sem orgulho. Austeramente vivem todos os prazeres: inclusive é o nosso sacrifício para que o ovo se faça. Já nos foi imposta, inclusive uma natureza adequada a muito prazer. O que facilita. Pelo menos torna menos penoso o prazer.
Há casos de agentes que se suicidam: acham insuficientes as pouquíssimas instruções recebidas e se sentem sem apoio. Houve o caso do agente que revelou publicamente ser agente porque lhe foi intolerável não ser compreendido, e ele não suportava mais não Ter o respeito alheio: morreu atropelado quando saía de um restaurante. Houve um outro que nem precisou ser eliminado: ele próprio se consumiu lentamente na sua revolta, sua revolta veio quando ele descobriu que as duas ou três instruções recebidas não incluíam nenhuma explicação. Houve outro também eliminado, porque achava que ¿ a verdade deve ser corajosamente dita¿, e começou em primeiro lugar a procurá-la; dele se disse que morreu em nome da verdade com sua inocência; sua aparente coragem era tolice, e era ingênuo o seu desejo de lealdade, ele compreendera que ser leal não é coisa limpa, ser leal é ser desleal para com todo o resto. Esses casos extremos de morte não são por crueldade. É que há um trabalho, digamos cósmico, a ser feito, e os casos individuais infelizmente não podem ser levados em consideração. Para os que sucumbem e se tornam individuais é que existem as instituições, a caridade, a compreensão que não discrimina motivos, a nossa vida humana enfim.
Os ovos estalam na frigideira, e mergulhada no sonho preparo o café da manhã. Sem nenhum senso da realidade, grito pelas crianças que brotam de várias camas, arrastam cadeiras e comem, e o trabalho do dia amanhecido começa, gritado e rido e comido, clara e gema, alegria entre brigas, dia que é o nosso sal e nós somos o sal do dia, viver é extremamente tolerável, viver ocupa e distrai, viver faz rir.
E me faz sorrir no meu mistério. O meu mistério é que eu ser apenas um meio, e não u fim, tem-me dado a mais maliciosa das liberdades: não sou boba e aproveito. Inclusive, faço um mal aos outros que, francamente. O falso emprego que me deram para disfarçar a minha verdadeira função, pois aproveito o falso emprego e dele faço o meu verdadeiro; inclusive o dinheiro que me dão como diária para facilitar a minha vida de modo a que o ovo se faça, pois esse dinheiro eu tenho usado para outros fins, desvio de verba, ultimamente comprei ações na Brahma e estou rica. A isso tudo ainda chamo de ter a necessária modéstia de viver. E também o tempo que me deram, e que nos dão apenas para que no ócio honrado o ovo se faça, pois tenho usado esse tempo para prazeres ilícitos e dores ilícitas, inteiramente esquecida do ovo. Esta é a minha simplicidade.
Ou é isso mesmo que eles querem que me aconteça, exatamente para que o ovo se cumpra? É liberdade ou estou sendo mandada? Pois venho notando que tudo que é erro meu tem sido aproveitado. Minha revolta é que para eles eu não sou nada, eu sou apenas preciosa: eles cuidam de mim segundo por segundo, com a mais absoluta falta de amor; sou apenas preciosa. Com o dinheiro que me dão, ando ultimamente bebendo. Abuso de confiança? Mas é que ninguém sabe como se sente por dentro aquele cujo emprego consiste em fingir que está traindo, e que termina acreditando na própria traição. Cujo emprego consiste em diariamente esquecer. Aquele de quem é exigida a aparente desonra. Nem meu espelho reflete mais u rosto que seja meu. Ou sou um agente, ou é a traição mesmo.
Mas durmo o sono dos justos por saber que minha vida fútil não atrapalha a marcha do grande tempo. Pelo contrário: parece que é exigido de mim que eu seja extremamente fútil, é exigido de mim inclusive que eu durma como justo. Eles me querem preocupada e distraída, e não lhes importa como. Pois, com minha atenção errada e minha tolice grave, eu poderia atrapalhar o que se está fazendo através de mim. É que eu própria, eu propriamente dita, só tenho mesmo servido para atrapalhar. O que me revela que talvez eu seja um agente é a idéia de que meu destino me ultrapassa: pelo menos isso eles tiveram mesmo que me deixar adivinhar, eu era daqueles que fariam mal o trabalho se ao menos não adivinhassem um pouco; fizeram-me esquecer o que me deixaram adivinhar, mas vagamente ficou-me a noção de que meu destino me ultrapassa, e de que sou instrumento do trabalho deles. Mas de qualquer modo era só instrumento que eu poderia ser, pois o trabalho não poderia ser mesmo meu. Já experimentei me estabelecer por conta própria e não deu certo; ficou-me até hoje essa mão trêmula. Tivesse eu insistido um pouco mais e teria perdido para sempre a saúde. Desde então, desde essa malograda experiência, procuro raciocinar desse modo: que já me foi dado muito, que eles já me concederam tudo o que pode ser concedido; e que os outros agentes, muito superiores a mim, também trabalharam apenas para o que não sabiam. E com as mesmas pouquíssimas instruções. Já me foi dado muito; isto, por exemplo: uma vez ou outra, com o coração batendo pelo privilégio, eu pelo menos sei que não estou reconhecendo! Com o coração batendo de emoção, eu pelo menos não compreendo! Com o coração batendo de confiança, eu pelo menos não sei.
Mas e o ovo? Este é um dos subterfúgios deles: enquanto eu falava sobre o ovo, eu tinha esquecido do ovo. ¿Falai, falai¿, instruíram-me eles. E o ovo fica inteiramente protegido por tantas palavras. Falai muito, é uma das instruções, estou tão cansada.
Por devoção ao ovo, eu o esqueci. Meu necessário esquecimento. Meu interesseiro esquecimento. Pois o ovo é um esquivo. Diante de minha adoração possessiva ele poderia retrair-se e nunca mais voltar. Mas se ele for esquecido. Se eu fizer o sacrifício de esquecê-lo. Se o ovo for impossível. Então ¿ livre ,delicado, sem mensagem alguma para mim ¿ talvez uma vez ainda ele se locomova do espaço até esta janela que desde sempre deixei aberta. E de madrugada baixe no nosso edifício. Sereno até a cozinha. Iluminando-a de minha palidez.
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preguiça de substituir as "¿" por aspas ou por traços... se vire.
Terça-feira, Março 15, 2005
tema: a vingança
A vingança é um dos últimos remanescentes dos costumes bárbaros que tendem a desaparecer dentre os homens. E, como o duelo, um dos derradeiros vestígios dos hábitos selvagens sob cujos guantes se debatia a Humanidade, no começo da era cristã, razão por que a vingança constitui indício certo do estado de atraso dos homens que a ela se dão e dos ensejos que ainda as inspirem.
Portanto, meus amigos, nunca esse sentimento deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e proclame do bem. Vingar-se é, bem o sabeis, tão contrário àquela prescrição do Cristo: "Perdoai aos vossos inimigos", que aquele que se nega a perdoar não somente não é do bem como também não é cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta, quanto tem por companheiras assíduas a falsidade e a baixeza.
Com efeito, aquele que se entrega a essa fatal e cega paixão quase nunca se vinga a céu aberto. Quando é ele o mais forte, cai qual fera sobre o outro a quem chama seu inimigo, desde que a presença deste último lhe inflame a paixão, a cólera, o ódio. Porém, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo. Esconde-se do outro, espreitando-o de contínuo, prepara-lhe odiosas armadilhas e, em sendo propícia a ocasião, derrama-lhe no copo o veneno.
Quando seu ódio não chega a tais extremos, ataca-o então na honra e nas afeições; não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas a todos os ventos, se vão avolumando pelo caminho. Em conseqüência, quando o perseguido se apresenta nos lugares por onde passou o sopro do perseguidor, espanta-se de dar com semblantes frios, em vez de fisionomias amigas e benevolentes que outrora o acolhiam. Fica estupefato quando mãos que se lhe estendiam, agora se recusam a apertar as suas. Enfim, sente-se aniquilado, ao verificar que os seus mais caros amigos e parentes se afastam e o evitam.
Ah! o covarde que se vinga assim é cem vezes mais culpado do que o que enfrenta o seu inimigo e o insulta em plena face.
Fora, pois, com esses costumes selvagens! Fora com esses processos de outros tempos! Toda pessoa de bem que ainda hoje pretendesse ter o direito de vingar-se seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tem como divisa: Sem caridade não há salvação! Mas, não, não posso deter-me a pensar que uma pessoa que se diz boa ouse jamais, de futuro, ceder ao impulso da vingança, senão para perdoar.
adaptado, Júlio Olivier. (Paris, 1862)
Segunda-feira, Março 14, 2005
"gracias a la vida (que me ha dado tanto)" e saudades (tantas)
a gente sente saudades tanto. de tanto. de novo. é. nem nostalgia.
da pobreza da infância. da simplicidade que as coisas tinham [não soubesse de algo, perguntasse aos pais - resolvido ficava]. do gosto de muitas coisas quando foram provadas pela primeira vez [do primeiro beijo, sim. clássico. batido. e do primeiro contato com pessoas, comidas, situações, lugares].
saudade de pessoas incríveis. gente que conversa bem. gente que trata bem qualquer pessoa que seja. pessoas com histórias incríveis também. que viveram muito, que viveram demais. que viveram tanto que elas são pequenas, miúdas, diante de todo o resto das coisas... mais numa atitude de gratidão pela vida, imensa.
saudade daquela pessoa que me carregava nas mãos.
saudades de quando eu não mancava.
de novo.
e de coisas que ninguém nunca vai entender. ou que não vai querer entender. ou que não vai querer escutar. e a gente desconhece. estranha. gente...
e sim... todo mundo tem momentos. tu te sentes especial?
Sábado, Março 12, 2005
"picadeiro" - como disse aquele diretor de cinema
tentando há dias postar uma foto na merda do fotolog. comeu todas. arrôto.
vai aqui antes, então. mas o post do dia, na verdade, é esse aqui:
please, depois de ler o post de hoje, me faça uma visita em www.buscamp3.com.br/punkgo . : ) coloquei uma versão de "os outros" do kid abelha. achei interessante. gostaria mesmo de dividir com os outros todos : ) [ou tente clicar direto AQUI]
o que ainda vai [deus querendo...] pro fotolog:
ah... antes de mais nada, antes que comecem a surgir ataques pessoais, "respostas", justificativas e sei lá mais o quê: NÃO É NADA PESSOAL [ultimamente, têm tomado as coisas pra si... quando disser "joão, você é demais", quer dizer "joão, você é demais" - novamente: NÃO EXISTEM INDIRETAS... ou pior, "recadinhos"... como se isso fosse coisa minha... típico de mim... por favor, sensatez].
ADULTOS - REVENDO ATOS
li no flog da Marcelona [onde APRENDO coisas bacanas do tipo "alguém avisa", "miguxo", e "beijo no coração" (essas coisas por ai que tanta gente entende como quer - e não como devia, com o sentido que tem - , e faz confusões imensas)]. achei interessante:
"allface @ 2005-03-10 12:15 said:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
bee, eu falo, uma coisa é vc ter as coisas por que gosta, porque fica bem, porque faz parte do seu ESTILO, porém o q torra é vc ver essas pessoas achando que um simples boné faz a diferença, mas é igual a essas amapôs que ostentam a LV do Law Kin Chong, na boa, muito melhor vc criar seu próprio estilo, e ser vc, é intragável ver um bando de bicha sem merda no cu pra cagar fazendo carão com um VÃN DÃTCHI .. muito mais um Patricia Field de $12, mas sei lá..dizem q é cultura "vamos imitar os famosos" .. ai meu cu
BJ"
esse lance do "glamour" irrita, sim. mesmo. do "eu sou chique"... pronto, agora todo mundo pode. todo mundo é chique, porque quer ser. porque abre a boca e diz "eu sou" e pronto.
chique é ser humilde. é levar coisas que devem ser levadas a sério MUITO a sério. bom mesmo é ajudar quem precisa e não sair por ai arreganhando sorriso dizendo "ó, tá vendo? EU AJUDO".
bacana seria ver uma bicha ou outra que não se preocupasse só se vai ter festa [e drogas e bebida] hoje à noite. pois tá dando no saco gente que "ai, eu não levo desaforo pra casa" quando esse mesmo ser é o desaforo em pessoa...
bom seria ver as pessoas não cobrarem pelo que dão de graça. ou que elas não dessem nada. pra cobrar depois? pra dizer "fui eu"?
a intenção não é ofender [antes que brotem respostas por ai]. nem nunca vai ser. porque não é pra ninguém. não existe indireta [como não existe pessoa perfeita], existe indignação. de um modo geral. e tá barra viver nesse cu de mundo onde muita gente só sabe viver de tirar algo de outras pessoas. e ainda sai se achando lindo, gente boa, e sei lá mais o quê.
ninguém ajudando. nenhuma pessoa preocupada em ser apenas normal. mundo cheio de estrelinhas querendo palmas.
eu não falei que aprendo? pois é, dá-lhe vômito pra esses ai.
p.s: no meu blog [www.punk_go.blogger.com.br] coloquei endereços de umas entidades filantrópicas. já ajuda. agora, mexe esse rabo dessa cadeira e tome alguma atitude. :)
paz :)
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e a foto será essa:
milho pras galinhas. nada de granel. como tem de ser beeeeeeeeeem explicado pra ninguém dizer que entendeu, mas na verdade não pegou porra nenhuma: vilã de novela morreu ontem. a minha favorita nem era.
loulou sanctos: não leve o personagem pra cama. pode acabar sendo fatal. vamos então deixar combinado. aqui é a vida real.
carece.
Sexta-feira, Março 11, 2005
sobre o final da sua novela...
"O final podia ter cido melhor ... Tipo na ultima cena depois da palavra FIM. Aparece a Nazare surgindo d'agua dizendo "Eu Voltarei"
11/03/2005 23:02 | Alex | computeralex@uol.com.br | www.lordzeus.cjb.net"
desse "jeitin" em http://televisaoespecial.fotoblog.uol.com.br/index.html .
até as vaqueiras ficam tristes
van sant.
"e ali, então, à beira da fogueira, a vaqueira abriu o saco de papel e tirou um bom punhado de cartas de amor. queimou todas, uma a uma, até não restar mais nada.
e aí a vaqueira chorou umas boas lágrimas."
gus.
desmotivado ou ui, ai, miguxos!
torcicolo. gripe. dor de estômago. tudo, menos hipocondria [já tem a tia lá].
desolado.
na semana mais rápida que já vivi, os dias, em sua maioria, foram carregados. pesados.
tudo se descortina de um jeito tão caótico, tão obscuro, tão "profanação de coisa sagrada" [já vejo "ai, ele é redundante demais"]... sem drama. detesto. pé no chão.
talvez eu não seja especial. não naquela noite. talvez ninguém seja. ninguém fosse. mesmo se alguém viesse...
e esse alguém, que não seria a pessoa que se esperava, vai adiantar? resolver? sanar?
nem lendo.
Quinta-feira, Março 10, 2005
boca fechada não come mosca
eu falo demais. o correto devia ser "falar menos, fazer mais". há tempos nada é feito. eis um passo de volta na direção correta.
abaixo o endereço eletrônico de algumas entidades filantrópicas [sim, antes a vida fosse só de bebidinhas, festa, paparicação, e miguxos (peloamordedeus - se mais alguém achar que o que escrevo são indiretas, vá pesquisar pra saber do que estou falando. virou mania...)].
www.asasdesocorro.org.br - Asas de Socorro - Anápolis (GO) - (62) 314.1133
www.cvv.com.br - Centro de Valorização da Vida - Brasília (DF) - (61) 326.4111
www.mnmmr.org.br - Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua - Brasília (DF) - (61) 226.9634
www.recanto.f2s.com/index.html - Sociedade Civil Obras Sociais Santa Cruz - São Paulo (SP) - (11) 6994.5612
www.apaebrasil.org.br - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Brasília (DF) - (61) 224.9922
www.acaodacidadania.com.br - Ação da Cidadania - Rio de Janeiro (RJ) - (21) 2233.7460
peço por favor, seja decente e ao menos visite alguma das páginas acima citadas. em goiânia, para ajudar, não faltam entidades, creches, asilos, e hospitais.
na semana que vem, dia 18, um movimento bacana: toda pessoa apta a doar sangue está se comprometendo a ir a um banco de sangue [ajudar a aumentar os estoques: semana santa, sempre há mais acidentes]. você pode ajudar. : )
bom caráter é provado assim, com atituedes que mudem [pra melhor] o que está ao nosso redor. pra variar, peço PAZ : ) [e atitude, muita atitude. individualismo é podre].
Quarta-feira, Março 09, 2005
clarice
"o adulto é triste e solitário. eu geralmente sou contente. eu estou triste hoje porque eu estou cansada"
só assistindo a entrevista pra entender. em breve, o áudio dessa parte.
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e uns adolescentes se tornando péssimos adultos, por falar nisso. que triste. essas coisas não mudam. vão morrer péssimas pessoas.
Terça-feira, Março 08, 2005
e as gírias, menino?
dia desses. mais um dia comum na vida comum.
ofensas? ataques? não é de mim. por que essa tendência "natural" que as pessoas têm de achar que tudo é/pra com elas? "recados" que viram contradição [pra variar - já parece quase costume].
não se dizer humilde: tentar ser humilde.
não se dizer bacana: tentar ser bacana.
e o mundo cheio de "faça o que eu digo". POUTZ®!
saudades de madre teresa. interessantíssima. ghandi, que fosse.
: ) paz
Domingo, Março 06, 2005
[re]fazend[inh]a
dia internacional da mulher: 08 de março.
na semana internacional da mulher, a TV cultura [sim, aquele canal que você só passa por cima (atropela, mata, e não presta socorro) quando está de posse do controle remoto] apresenta nessa semana, sempre às 20h, um especial sobre grandes mulheres brasileiras.
o programa começa nessa segunda-feira, 07 de março, mostrando um especial sobre elis regina. na terça-feira, maria rita mariano. quarta, uma entrevista com clarice lispector, feita em 1977. na quinta-feira a Cultura mostra um documentário sobre renina katz, abordando o processo de criação dessa renomada gravurista. finalizando a semana da mulher, na sexta-feira, um especial sobre anita garibaldi, grande revolucionária da história brasileira.
faça um favor a si mesmo e assista a todos os especiais. comece muito bem sua semana aprendendo um pouco de elis. e, sim, vale a pena o vhs.
paz : )
p.s.: clique nos links para acessar diretamente os comentários da TV cultura sobre cada programa que será apresentado.
Sábado, Março 05, 2005
"...but my soul drew back... guilty of lust and sin...
ai, hoje eu acordei e fui correr atrás das borbeletas que estavam perto do pé de "passion-fruit".
daí, cansado de ser uma pessoa leviana e sem conteúdo, resolvi ler uma revista. o que li nem importa, o que importa é que eu "resolvi" fazer alguma coisa, resolvido eu, né? de tomar atitudes! "vanglória"!
uma parte de mim estava se sentindo muito vazia, nada que um bom almoço não completasse. e naquela horinha mesmo [isso dá um ar de intimidade, né? eu, você, aqui...] - chique como nem cabe numa xícara [ai, você queria com "ch"? ih... fica pra amanhã... amiga... amigo... amicíssimos]... bom.. nossa, quase eu me perco me a mim mesmo... ah, tá... a chiquêsa habitual... sim, arroz, feijão, farinha e ovo frito... mas como vem de mim, né? me basta achar que "é o que há". você não entende "é o que há"??? nossa, como assim? é a gíria... atualize-se.
após minha refeição, e as piadinhas que contei / ouvi / contei, contei, contei entre uma "palitada de dente" e outra, vim pra net fazer a social. altos papos só com a nata da sociedade fluminense. é, oras! eles permitem. é uma pena porque eu achava que era porque eu "estava podendo". isso, entendeu. não sou eu quem posso, eles que permitem. claro, fazendas não têm porteira? mas ninguém sabe mesmo.
enfim... festa, né gente? meu dia-a-dia... corriiiiido... corriqueiro... nenhum dilema. nada. nada me atinge. resolvidíssima. mas agora deixa eu te contar meus problemas todos. já volto do cristo. é, sabe? aquela estátua daquela mona com os braços 'reganhados. te falei que sou fino. tem alface no meu dente?...
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ao colega carioca [fluminense, como insiste]: antes de mandar e-mails, aprenda a escrever. já falei. alguém avisa.
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love tried to welcome me
m. ciccone, dallas austin, sei lá mais quem
these are my hands, but what can they give me?
these are my eyes, but they cannot see
these are my arms, but they don't know tenderness
and i must confess that i am usually drawn to sadness
and loneliness has never been a stranger to me, but
[chorus:]
love tried to welcome me
but my soul drew back
guilty of lust and sin
love tried to take me in
these are my lips, but they whisper sorrow
this is my voice, but it's telling lies
i know how to laugh, but i don't know happiness
and i must confess, instead of spring, it's always winter
and my heart has always been a lonely hunter, but still
[chorus2:]
love tried to welcome me
but my soul drew back
i was covered with dust and sin
love tried to take me in
love tried to break me
and i must confess, instead of spring, it's always winter
and my heart has always been a lonely hunter, but still
[chorus, inserting "i was" before "guilty"]
[chorus2, removing "i was"]
(love tried to break me)
love tried to welcome me
but my soul drew back
guilty of lust and sin
(i was covered with dust, covered with sorrow)
love tried to take me in
(covered)
still, love tried to welcome me
but my soul drew back
(guilty of lust and sin)
covered with dust and sin
love tried to take me in
(love tried to break me)
love tried to welcome me
(love tried to welcome me)
but my soul drew back
guilty of lust and sin
(but my soul drew back)
love tried to take me in
(i was covered with sadness)
love tried to welcome me
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e o senso de humor reinou novamente. na venda do manolo têm pacote de 1kg! ofertas...
Quinta-feira, Março 03, 2005
"because you have to make this life liveable"
marchas. caminhando rápido.
uma missão. longínquo, parece. lêdo engano. a quem pensas que engana? não engrena. não engrenarás.
não matarás. não roubarás. mentes.
mister. todo um. nada de mais. demasiadamente. mais uma [novamente] vez: tu mentes. a velha idéia. nada de novo. de novo.
repeteco.
eu, ansioso. perdão.
Marisa Monte
perdão você
marisa monte
cores imagens
cores imagem
cores imagens
cores
originais as flores
demais as côres
e mais amores
não me ensina a morrer
que eu não quero
há diferença abstinente
no prosseguir da gente
sei que a tendência
anda nas frestas
no decidir da mente
é como se perder de deus
e eu não quero
eu não quero perder
eu não quero te perder
perdão você
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